UM ALÔ
Depois da descarregada alivienta que eu dei nos últimos posts, pretendo voltar a dar a esse humilde o uso que ele sempre teve: um espalhador de besteiras, de idéiazinhas e, por que não dizer, de sorrisos.
A verdade é que eu nunca pretendi dar a esse humilde outro uso. Mas as insistentes visitas de uma pessoa nefasta que não conseguia perceber sozinha que é muita burrice me provocar num espaço que é meu, que eu administro, onde eu posto só o que eu quiser e do jeito que eu quiser e principalmente, onde a última palavra é minha, me obrigaram a usar toda a grosseria, antipatia, veneno e ruindade que minha educação baseada em perfeito savoir faire me trouxe.
Eu tava pretendendo falar de gratidão, porque, pra variar, encontrei umas pessoas pela vida que vieram, certeza, só pra serem meus anjos e me ajudarem nessa minha quase impossível missão que é carregar essa minha carcacinha mundo afora. Não é mesmo uma missão fácil, e por vários motivos. Na verdade não deve ser fácil pra ninguém, a verdade é mesmo que Darwin dá o frio conforme o cobertô, porque eu duvideo-dó (e ai, que dó!) que muita mina que fica aí pagando de valente se atreveria a levar metade dos tombos que eu levo e ainda levantar do chão com um sorriso e equilibrada no salto seguir bamboleando sem rebolar, que rebolar é feio e vulgar. Mas acredito que seus tombos de alturas menores as machuquem tanto quanto meus tombões, porque é assim mesmo que a coisa se dá.
Mas além dos tombos, tem a inveja. Inveja que eu já questionei às lágrimas, porque, que caralho, eu aqui toda enrolada, uma pá de problema, descobrindo um santo pra cobrir outro o tempo todo e neguinho/a invejando, inventando mentirinhas imbecis, falando de mim, dormindo e acordando com planinhos de vingancinha na cabeça, é mais do que absurdo. Mas é real. E o problema (delas, porque pra mim é só solução) é exatamente o que eu escrevi aí em cima: eu levanto dos tombos com um sorriso no rosto, o humor intacto e o sutil rebolado que só quem é legítimo tem.
Então não vou falar das conquistas, dos sonhos, dos planos se concretizando. Não vou falar das trepadas magistrais, das gargalhadas engasgantes, dos pequenos sucessos. E, podem acreditar, é difícil. Porque eu gosto de compartilhar alegria, mas já aprendi que ao fazer isso eu acabo ficando só com as tristezas. É uma pena, uma pena mesmo. Porque apesar de tudo o que eu andei vendo e sabendo, eu não desejo o mal pra (quase) ninguém. Mesmo pra quem andou inventando mentiras e colocando palavras na minha boca com a intenção de me queimar. Não desejo por vários motivos, mas o principal é que essa gente me livrou do convívio com uma falsidade que eu já vi de pertinho e que chegou a ser natural pra mim. Mas hoje não é. Não acredito em amigo que fala mal do outro. Impossível. Queimando ou não, por raiva, despeito ou hábito, não interessa. Interessa que eu tô noutra, e os amigos que me restaram mais os que chegaram formam comigo um tipo de paraíso onde eu posso descansar na certeza de que ninguém vai me interprtear mal nem chamar meu sorriso de cínico ou auto sabotador.
Eu vim aqui depois de todo esse tempo só pra agradecer aos meus amigos queridos, e aos inimigos também, que ao inventarem besteiras a meu respeito me livraram do convívio com seus iguais - os bípedes que não são gente - e também mandar você à merda, Dona Vesna, e dizer que eu cuspiria de novo na sua cara se você invadisse novamente a minha casa, empurrasse minha funcionária, mexesse nas minhas coisas e ainda tivesse a pachorra de ligar pra mim no meu trabalho do meu telefone pra me ameaçar. E chamaria de novo a polícia, caso você mais uma vez assim o desejasse. Me esquece. Suas entradas nesse blog continuam e são cada vez mais infrutíferas. Use sua energia para manter quem ainda não te conhece ao seu lado, pessoinha nefasta do caralho. :)
Escrito por Fabiana Vajman às 10h49
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Há quase 30 anos, ganhei uma bicicleta de Natal. Uma Caloi Cecizinha, que era o sonho de dez entre dez crianças. Mas eu não podia ter aquela bicicleta. Éramos quatro crianças, mal tínhamos (quando tínhamos) rango em casa. Minha mãe era sozinha, vivíamos meio largados, as roupas se desfazendo, as outras crianças não nos queriam por perto. Éramos a escória. Mas ganhei a bicicleta. E quando desci do meu apto pra brincar com ela, fui cercada por essas outras crianças que gritavam que minha mãe havia roubado aquela bicicleta, afinal, éramos pobres, minha mãe não tinha marido, aquela bicicleta era roubada, roubada. Vem de episódios como esse a minha força. Que não é aparente, é real. Vem da adversidade constante, da crueldade absurda das crianças que repetem sem pensar o que ouvem em casa, de pais despreparados e desalmados. Então, fuefas, não me invejem. Não invejem minha força, e, nos meus momentos de fraqueza, não pisem na minha cabeça. Porque, sim, sou um tesão mesmo, com meu humor à prova de balas e minhas pernocas bem torneadas. Mas ralei o que vocês não gostariam de ter ralado. Então, cuidado com o que desejam. Muito cuidado.  (e sabem, pode ser mesmo que ela tenha roubado essa bicicleta. e, se roubou, fez bem. realizou meu sonho. minha falecida mãe não valia um peido de batata doce, mas me amava. disso eu não tenho dúvidas. feliz natal.)
Escrito por Fabiana Vajman às 10h58
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ISSO EXPLICA MUITA COISA...

Escrito por Fabiana Vajman às 10h16
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VALEU, ZÉ!


Escrito por Fabiana Vajman às 10h25
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