Quem Sabe de Tudo não Fale, Quem não Sabe Nada se Cale.
Silêncio por favor Enquanto esqueço um pouco a dor no peito Não diga nada sobre meus defeitos Eu não me lembro mais quem me deixou assim Hoje eu quero apenas Uma pausa de mil compassos Para ver as meninas E nada mais nos braços Só este amor assim descontraído Quem sabe de tudo não fale Quem não sabe nada se cale Se for preciso eu repito Porque hoje eu vou fazer Ao meu jeito eu vou fazer Um samba sobre o infinito
Perdi a sensibilidade de um dos meus dedos. Posso ferver no azeite que eu não vou nem perceber. Mas ele coça. Coça horrores, acordo às vezes com vontade de cortá-lo fora.
Dizem que o coração não dói. Mas eu sinto o meu doer. Já acordei com vontade de arrancar essa porcaria. Podem ser os gases, os médicos dizem. Mas também pode ser culpa do meu talento pra sentir onde eu não deveria. Que, aliado ao meu talento pra sentir o que eu não deveria, me transformou numa pessoa que chora além da conta, que tem um dedo insensível que coça e um coração que dói.
Luana Vignon, mais conhecida como Luana Catracada no Clube da Luluzinha de Apoio à Mulher Fudida (que por enquanto só tem mais dois membros: Dani Hollyfield e Fabi Scarface) me gravou um CD duca. É com ele que eu tenho embalado as minhas frustrações. Mas sei que com o apoio do clube essas músicas vão embalar momentos melhores. Ah, vão. Ô, se vão! Ou o pau vai comer, porque a gente é foda!
Lembro de umas manhãs preguiçosas lá em casa, todo mundo descabelado, de pijama ou cueca, aquela coisa manhã em família. E lembro do Flavinho correndo pra arrumar tudo, olhando feio pros nossos trajes menores e preparando as aulas. Era lá em casa que ele recebia alguns alunos, que não fugiram apavorados daquela casa de gente doida porque a aula era boa. E se a aula já era boa em 1990, imagine agora. E o melhor: não tem a mãe e os três irmãos do professor de pijama, escondidos nos quartos, esperando a aula acabar.
Não cabem muitas músicas no meu pobre MP3. Umas duzentas, talvez. Mas ultimamente eu só ouvia as doze do Granada, do La Carne. Puta CD, e vicia. E ontem, no meio de um surto de excesso de energia (é, tenho isso também), saí pra andar com pilhas reservas e o volume no máximo, mas tomei o cuidado de deixar o La Carne pro final. Andei durante quase três horas, e quando entro na Augusta, pumba: Londres Está Uma Merda. E quem está na porta do cinema? O Linari. Adorei o sorrisão que ele deu quando eu coloquei meu fone no ouvido dele: "Ouvindo a classe operária, hein?". Pois é. E ouvindo a classe operária chego ao QG pra encontrar gente querida e beber, falar merda, comer torresmos encharcados e concluir que Londres pode até estar uma merda. Mas São Paulo, ontem, tava bem gostosinha.
Eu não queria ir. Me arrependi de marcar essa cerveja. Queria ficar em casa lamentando a vida. Saí atrasada, fui devagar, tava meio "sei lá" como tenho estado há um certo tempo. Quando tranquei a porta ainda pensei desanimada que fui sem tesão pras melhores noites que tive. E ontem não fugiu à regra, foi do caralho. Bom ver queridos amigos, receber esses abraços e beber um vinho, uma cerveja e cheirar uma bagaceira. Eu que tava achando que ficaria enchendo a cara sozinha com a querida Dani tive a surpresa de receber uma dúzia de gentes queridas. Voltei pra casa flutuando. Eu não mereço. Mas aceito e agradeço esses amigos que sei lá por que gostam de mim.
Pois é, faz tudo isso, já. Vou comemorar com pouca pompa, poucos amigos, pouco glamour e pouca grana no Planetas. Quem quiser é só pintar lá. E pagar sua parte, claro.
A idéia de um grande acontecimento pra me deixar feliz de uma hora pra outra sempre me animou. É, povão, sou assim mesmo, meio bobinha, meio burrinha, tenho lá minhas ingenuidades, minhas besteiras e meus sonhozinhos e não tenho (muita) vergonha de falar deles aqui. Algumas pessoas que lêem o meu blog acham que eu escrevo só para mulheres. Na verdade eu não escrevo pra ninguém e tenho plena consciência dos limites do meu texto e das minhas idéias. Nunca pretendi ser escritora e nem sei por que tenho um blog. E acho que pensar que eu escrevo mal pras mulheres é ofendê-las (e isso não é com você, Jô, que outro dia me disse algo parecido, mas foi outra coisa). Mas voltando à idiotice de achar que só um grande acontecimento, um tipo dum milagre, poderia me transformar em alguém mais animada com a vida: vou parar com isso. Não que não seja isso mesmo, só um milagre me animaria com as perspectivas que eu tenho. Mas sei que devo me adaptar à mediocridade das possibilidades e me satisfazer com os momentos muito legais que, ufa, sempre pintam. Um emprego me caiu no colo. No dia 24 de dezembro. QUEM começa a trabalhar num 24 de dezembro? Só eu, mesmo. Não é meu primeiro emprego, já estou na segunda carteira de trabalho, que já tem muitos registros mas nenhum como atriz. Aliás, acho que até hoje não me recomendaram que eu largasse de vez o teatro e estacasse no mundo da moda por pena. Então é isso: tenho um bom emprego, tô procurando casa, e tenho a perspectiva de não ter tempo pra mais nada, porque também tem o espetáculo que volta ao cartaz em 16 de janeiro. Talvez seja por isso que a vida é menos questionável para algumas pessoas: elas não têm tempo pra pensar nela. E à noite, quando eu me deitar sozinha na minha cama que é grande demais pra mim, o cansaço não vai me deixar pensar em saudade, e nem as novas contas que eu vou poder ter vão me tirar o sono. E quem sentiu saudades dos meus relatos comportamentais das clientes de shopping vai voltar a se deliciar com eles (cada uma...).
A gente convencionou que todo mundo quer ser bem tratado, que devemos "lidar o outro como gostaríamos de ser tratados", blá blá blá blá blá blá. Mas isso nem sempre é verdade. Tem gente que pede, que implora por uma catracada, que pede humilhação. Já passou por aqui aquela Bárbara pra me atazanar e nem depois de ser escorraçada mil vezes dava sossego, ela gostava mesmo era do "xô!", do "fora!", do "passa!". Gostava muito, se deleitava, era de se ver. O Tal do néscio que me manda e-mails de uma arrogância bárbara (afinal, um e-mail cujo título é "Não Te Esqueci" é sinal de quê? Humildade?) continua pedindo que eu o xingue, que eu o mande à merda, que eu diga a ele pra parar com esse papo de me conhecer porque não há ninguém no mundo que eu queira conhecer menos que ele, afinal essa mistura arrogância/ignorância/jesuscristoéosenhor é o maior broxante do qual já tive notícias. Me faz cair de cama em depressão profunda. Como as respostas estúpidas aos seus e-mails não foram suficientes pra que ele se tocasse de sua inutilidade e inconveniência (afinal Jesus Cristo não ensina etiqueta), resolvi vir até aqui publicar um grande XÔ, para o deleite de Múcio Urrau que conseguiu, enfim, um espaço aqui pra ser escorraçado em público, com seu nomezinho publicado e tudo. Satisfeito, fofo? Agora me deixa em paz por favor, vai procurar gente melhor pra aceitar sua magnanimidade, seus conselhos e seus pesares, que seus e-mails nessa caixinha endemoniada para a qual você escreve estão sendo apagados sem ler? E arrogância como a sua não deve aceitar esse tipo de desaforo, não é? Pela atenção, obrigada. E antes que eu me esqueça: Vá pra puta que o pariu!
Já sabia da Yara Camillo pelo blog do Claudinei, mas ignorante que sou quase não tinha lido nada dela. Porém, ontem, no Desconcertos, me emocionei tanto com um conto que ela leu que tunguei pra ler de novo e não resisti, publico aqui. Pra todo mundo que como eu tem ingenuidade suficiente pra crer ainda no amor. Mas que não perde uma oportunidade de se divertir enquanto ele não vem.
Dona Menina
Eu penso que desde muito menina hei de ter tido um coração vermelho e até que faceiro, como as penas do tiê. Mas se pena é para o passarinho como realeza, comigo há de ser sempre em sinal de tristeza, de resto como para o resto das gentes em geral. Beleza assim, de se ver, Deus não me deu. Um cabelo meio que ruim, cor de mijo em lençol de cambraia; um porte até que de esteio avantajado, porém cortado sem prumo nas linhas de brando e cumeeira - de modo que não combinou: nem gordura com gostosura, nem magreza com esbelteza. Mas hei de ter agradado alguns homens, assim mais por brincadeira do que por bem-querer de noiva, companheira. Tenho cá minhas prendas, que é saber um forró como quê, moquecar badejo com dendê, coser colcha de retalhos e bordado de qualquer ponto. Mas, no fim, eu me pergunto do que é mesmo que adianta, quando não se tem para quem? Parece um ouro que nunca hei de gastar, por me faltar assim uma pessoa a quem fazer agrado. Riqueza sem porquê desgraça mais que miséria. Mas choradeira é coisa que não presta, afora em hora certa, como no frio da morte, ou em avesso de grande alegria. No mais, xô égua. Para tudo nesse mundo há de haver uma compensação, como por exemplo a de eu ser Madrinha de tanto menino-homem e menina-mulher nessa terra de Deus. Se não de batismo, que conto sessenta, ao menos e mais tenho um tanto de afilhados de sal, o que é também de tanta importância quanto os santos óleos lá do santo padre lá da santa igreja: dia desses, um franzino vai lá em casa, pede um copo d'água e eu tá, que sem ele ver entroxo uma pitada de sal. O bichinho bebe, faz: - Vôte! Eu me rio de entortar a cabeça de lado, ele um pouco se amofina e desata a rir também. Pronto que virei madrinha, Madrinha de Sal; o menino pede bênção e eu: Deus te abençoe. Mais um. Mais um moleque para eu confeitar bolo, ensinar conta das quatro operações, acudir na hora da precisão, dar pancada levinha quando na malcriação e, caso de pai e mãe faltar, virar cria minha, que eu gosto de criança, demais. A bem dizer, eu andei sendo uma virgem muito velhinha nessa minha vila, até que um dia arretei: se cada gente mulher foi feita com fechadura, é pois porque cada homem nasceu com uma chave, que só serve mesmo numa portinha. Que Deus fez assim, eu acho, mas é um modo de falar, só para o meu entender. Eu assuntava e desassuntava, sentada numa cadeira, espiando a janela, que devia de existir um amor meu andando por esse mundão, com uma chave que só havia mesmo de servir no meu segredo. Porque todo mundo é um e para um existe o outro. E onde estava esse homem? - eu matutava comigo, fazendo caraminhola... Agora ele há de estar armando um mundéu, mor de pegar os bichos desavisados que passam na trilha. Ou o diacho será pescador e haverá de estar em alto mar, com esse Vento Sul, meu Deus? Ou será um mestre carpina de boa lavragem, um viajante mascate, até quem sabe um gringo? Um gringo estrangeiro que haverá de chegar nesse veranico mesmo, da Suíça mais francesa, como tantos que aqui aportam, sempre. Onde haverá de ficar a Suíça mais francesa? Longe, lá longe, no avesso desse mundo. Um homem louro, lourinho, de cabelo afogueado e olhos d'água, até quem sabe gateados? Um índio moreno, moreninho, de cabeleira escorrida e mais preta que o assum. Ou baiano aqui das terras da Bahia, cor de jambo, cabra de prumo, risonho, valente. Um qualquer, que beleza não é o que vale primeiro. Beleza a gente inventa no olhar o outro, quando se aprecia e se gosta, gosta tanto que vira amor e luz maior. E até que o outro seja um papa-capim a gente enxerga nele um tiê-sangue, o passarinho mais caprichado de Deus. Um qualquer pode vir a ser meu bem-querer, porque depois que eu me tiver nele, aí sim, eu acho que ainda dá tempo de desabrochar e até fazer menino. Mangabeira boa não é torta e põe fruto temporão? Assim, que eu possa ser uma desse tipo, quem sabe lá de minha sorte cigana, dos desalinhos da minha mão? Enquanto ele não vem, meu Deus, eu vou por aqui tenteando, armengando um que outro namorico, só assim para ir mascando um pouco esse vazio que chega a doer no meio das pernas do mês, quando entro nos dias da fertilidade de terra roxa, roxa terra morena-morená. Entra ano, vai des-ano, ninguém me vem aqui plantar, de modo que acabo aceitando uma que outra semente que o vento toca ou o passarinho solta, só para não ficar assim, sem função. Falando sem zás-trás, eu aceito um convite no depois do baile, um perfume e um abraço roliço, chamegos... No mais das vezes de gente de fora, que a gente aqui de dentro chamamos por nome de Turista, Branquelo, Gringo, Biribando... Dependendo do ar de cada um. Pois eu numa noite que outra me vou com um desses aí, por que não hei de ir? Dá assim uma alegriazinha curta e depois uma tristeza mais fundada, mas e daí, ouri-curi? Tu pões coco pra ninguém. E vai, e vem, na hora do momento a gente só quer mesmo se alegrar. É menos pior se arrepender no depois que arrenegar no antes. Mas toda vez, no instantinho mesmo em que vou, digo para mim, na minha fonte, que aquele ali é o meu amor. Então, que a bem pensar, eu nunca deixei de bem-querer-amar esse um que tem minha chave. Enquanto ele não vem, eu fico brincando com o boneco dele; abraço um e digo: é ele. Beijo uma carne e falo: é a dele. Quem sabe um dia eu acerto? Quem sabe se minha natureza não é assim a de um licor de jenipapo que precisa de muito, mas muito reforço de tempo até chegar ao ponto de adoçar um homem? Agora: eu também penso aqui comigo que um licor não tem serventia se ninguém bebe e só formiga bole, na falta de alguém que o guarde num armário de carinho. Eu acho. E do que adianta eu achar, meu Deus? Ô vida de dura travessia de ponte caída, vida boa não fosse a morte, que eu por hoje ando arretada e falando sozinha que nem criança de colo e velho caduco que volta a menino, porque mocidade sem aquele quê é o mesmo que um fruto verdinho que se perde sem amadurecer, e nem passarinho quer comer, nem o tempo faz moldar. Mas meu coração não foi arrepanhado de vez, nasceu assim encarnado como as penas do tiê, voa, voa tiê-sangue, por esse mundo sem fim, vá dizer a meu amor que nunca se esqueça de mim.
A gente pode tomar uns caminhos mais curtos e resolver mais ou menos algumas situações, sem muito esforço. Ou a gente pode se encher de coragem e fazer o que é mais difícil, mas resolver de vez as tais situações. Admiro pessoas corajosas que não se acomodam em nome de nada. Que fazem o que acham honestamente que devem, mesmo provocando em si mesmas e em quem amam algumas dores mais profundas. Deixei muita coisa pendente nessa vida pra não magoar gente que eu amava ou que eu achava que deveria amar. E hoje, quando a verdade jorra sem controle da minha boca ela acaba magoando mais. Empurrar com a barriga é pior, é sempre pior, e eu sei lá por que insisti por muito tempo nessa tática besta. Quero lidar com mais honestidade. Comigo mesma e com os outros. Quero poder dispensar ou colocar em seus devidos lugares pessoas que não me fazem bem. Quero parar de carregar malas inúteis. Quero parar de colocar glacê em cima de pessoas para que eu as aceite, fingindo não saber que embaixo da bela cobertura tem uma pessoa que eu quase desprezo. E eu tenho uma amiga que pra mim tem sido O exemplo. Que faz seus trabalhos mentais pra direcionar seus pensamentos pros melhores lugares, que lida com seus sentimentos de maneira honesta, que não hesita em falar o que sente e o que pensa, que não dá margem pra mal entendidos e que lida com a fofoca e os comentários da maneira mais madura que eu já vi alguém fazer. É claro que ela sofre. É claro que ela chora e se questiona. Que fica triste por não poder deixar todo mundo feliz ao mesmo tempo, mas ela sabe que isso é impossível e não se ilude, vai até o fim em suas decisões. Seria mais fácil pra ela atracar num porto seguro, ancorada e balançando suavemente. Mas ela prefere as tempestades inevitáveis, porque sabe que são inevitáveis e prefere lidar com elas no momento certo: agora. Essa mina é foda. Guarde bem o nome dela: Daniella Angelotti. Ela é o cara.
Eu tava sentindo saudade de ver televisão. De bundar, mesmo, com uma travessona cheia de pipoca, uma garrafona cheia de guaraná e a cabeça vazia, só recebendo as merdas da TV aberta. E é muita merda. Sei que eu não fiquei mais inteligente, então posso concluir tranquilamente que a TV ficou mais burra de uns meses pra cá. E não é só a programação, a publicidade também anda rateando e piorando o que já era ruim. O filme da Epocler é o maior exemplo de preguiça que eu já vi na minha vida. Até eu faria melhor. O desempenho escolar do Pedro nesse ano comparado ao desses "profissionais" nesse filme os coloca no chinelo. E, é claro, o Pedro tomou bomba. Em quatro matérias. Eu já esperava e sei que isso não tem só a ver com separação dos pais e tralálá. O cara perdeu o interesse, mesmo, desencanou legal, passava as aulas desenhando e se fudeu. Nunca fui mãe de pegar no pé. Nunca fui de pegar no pé de ninguém. Tive namorados que reclamavam da minha falta de ciúme, como se ciúme e interesse fossem a mesma coisa. Se eu tivesse pego no pé do Pedrão talvez ele tivesse passado de ano. Se eu tivesse pego no pé do meu primeiro namorado talvez eu estivesse casada com ele, o que seria um bom negócio porque hoje ele é podre de rico. Taí. Me faltou pegar no pé. Faltou pular em cima, sufocar, cobrar, investigar, cheirar camisa, olhar cadernos, revistar bolsos. Faltou essa corruptela de interesse pra que eu me desse bem. Agora é tarde, jacaré. Já cristalizei essa negligência em todos os meus relacionamentos e quem quiser que acredite no meu interesse, sem esperar que eu caia em cima. Mas que não espere que eu me furte o prazer de dizer o quanto eu gosto de suas companhias, que eu não demonstre o tesão que eu sinto ao conviver, não esperem que eu não elogie o que eu gosto em cada pessoa que faz parte da minha vida ou às vezes não mande um torpedo ou um e-mail no meio da noite só pra dizer que "pensei em você". Não esperem de mim que eu não faça declarações de amor, admiração, respeito e amizade. Porque eu não sei viver sem carinho. E não pretendo mesmo fazê-lo.
E daqui a pouco todo o meu carinho vai estar com essa gente aqui:
A visão daquela calça horrorosa indo embora me fez me perguntar como alguém pode ser daquele jeito. Não era só uma calça horrível, era o símbolo da falta de critério que vai além do guarda roupa. E da falta do meu critério que não me dei conta disso antes.